O limite da razão

A insanidade ultrapassou seu próprio limite;
Superou-se em perspectiva.
Excedeu tudo aquilo que dissera: – “não existe”;
Elegias em vozear ativa.

O mais extraordinário: a conduta racional,
Insana puramente.
Desvios de um comportamento simples e natural,
Instintivo, latente…

Doente e triste. (Insuportável!) Amável e sensível.
Assim marcha a realidade.
Nunca prestando contas ao invisível,
Na contra mão da suposta verdade.

Meditando acreditei que alcançaria,
Tudo que no mundo há…
Deperdicei momentos em aleivosias,
Para daí então nada encontrar…

Amaldiçoado seja o maldito trovador,
Que tenta dar grafia à pureza.
Maldito seja a fé que culmina em dor,
Ora, mapa do que se deseja.

Marcelo Belini

~ por Marcelo Belini em Maio 25, 2009.

2 Respostas to “O limite da razão”

  1. Quisera eu poder deitar comentários, pois embevecido com suas palavras vieram os delírios que me impedem de fazê-lo neste momento.
    Abraço

  2. Não permite-me, minha insalubre sanidade, de tecer excelentes comentários, senão meus medíocres comentários que nada dizem de sua afirmada grandeza concretizada em inflamáveis palavras…
    Amo-te, em suas loucuras e nas tristes tardes de outono…

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