Subserviência nata

Publicado: outubro 13, 2012 em Poemas

Somente eu posso dizer
Aquilo que sei e observo…
Tudo que desfaz o anoitecer,
Transforma o escravo em servo…

Quem me dera revelar,
O demônio oculto dentro de mim…
O puro se colocaria a orar,
Uma pura oração que não teria fim…

Pensamentos feitos de sangue e luta,
Erigidos de forma tosca e real…
Por entre guerras, batalhas e disputas,
Onde só existe o bem enganoso e desleal…

Uma indiferença crua e constante,
Que assola, vinga e corrói…
Gira de maneira vil e delirante,
Ao lado daquilo que une, finge e destrói…

Um sentimento qualquer e fútil,
É levado às últimas sequelas…
Fazendo parecer valioso e útil,
Até a mais rude das quimeras…

No fim tudo se acaba em fantasia,
Num baile intelectualmente fraco…
Não havendo riso onde se ria,
Lambe-se o chão, pisa-se no prato…

Marcelo Belini

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comentários
  1. Sabrina Diniz disse:

    Sempre que posso, passo por aqui e, cada vez mais, me deparo com a perfeita expressão que os textos e poesias do Marcelo trazem na realidade em que vivemos. Impossível não ter orgulho de ti… Fato.

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